quinta-feira, 28 de julho de 2016 | By: Albicastelhano

Não posso querer



Parece que afinal ainda há jornalistas que andam a pé pela zona histórica a ver como ela se encontra.

Já é um começo, agora falta o resto.

Lá se vai o dinheiro dos editais
terça-feira, 26 de julho de 2016 | By: Albicastelhano

Delfim Corral XIX



segunda-feira, 25 de julho de 2016 | By: Albicastelhano

Olha que 2






Achei piada a este texto do Diário das Beiras no seu 22º aniversário.
Escolheram logo duas pessoas que tanto fazem pela nossa herança que é o mesmo que dizer NADA.
O Senhor Leonel Azevedo acho que o seu trabalho fala por ele, simplesmente acho que ultimamente se está a tornar repetitivo, mas pelo menos
Ninguém me consegue arranjar um vizinho que me arranje um tacho para também não fazer nada?
O tacho pode ser no Hospital ou no SMAS o que me interessa é que tenha vizinhos e padrinhos importantes. Alguém se voluntaria para ser meu vizinho ou padrinho?
segunda-feira, 18 de julho de 2016 | By: Albicastelhano

Rei D. Dinis

O Rei D. Dinis escolheu a Igreja do Mosteiro Cisterciense de Odivelas para sua última morada. Indicou mesmo o local – a meio, entre a capela-mor e o coro. Para que a sua vontade fosse cumprida, fez essa declaração no seu testamento. Assim se cumpriu. Naquele local e naquele Igreja foi depositado o seu corpo quando o cortejo fúnebre chegou, vindo de Santarém. Era um mausoléu majestoso. O primeiro a ter uma estátua jacente. O primeiro a ficar dentro de um lugar sagrado. Estava cercado de grades altas de ferro terminando em escudetes nas pontas dos balaústres com as armas de Portugal, e cruzes da Ordem de Cristo. Um dossel cobria-o em toda a sua dimensão.








 Túmulo de El Rei D. Dinis foi aberto em 1938


O sismo de 1755 precipitou sobre o túmulo do Rei D. Dinis a abóbada da igreja do Mosteiro Cisterciense de Odivelas deixando-o gravemente arruinado.
Reconstruída a Igreja, foi o túmulo encostado à teia do corredor lateral direito e ali esteve até 1938, ano em que se fizeram novamente obras na Igreja. Em consequência dessas obras, foi necessário mudá-lo de lugar e para facilitar o trabalho transportaram primeiro a tampa, pelo que, logo que a levantaram, ficaram à vista os restos mortais do Rei.
Removida a tampa viu-se um manto de brocada vermelho a cobrir o corpo do Rei, da cabeça aos pés. Este manto era tecido com fios de ouro. A todo o cumprimento tinha faixas alternadas, separadas com fios dourados e onde se tinham executado bordados com os seguintes motivos: numa das faixas estavam bordadas pinhas em toda a sua extensão; na faixa seguinte bordaram açores e na última viam-se flores de Liz.
Na opinião dos que assistiram a este acontecimento, as pinhas são uma referência ao pinhal de Leiria. Os açores, sendo o Rei um amante da caça de volataria, lembram-nos a aves de caça que muito estimava. Conta-se que até mandou construir uma capela a São Luís em Beja, porque este santo lhe ressuscitou um falcão.
As flores de Liz são uma afirmação da sua ascendência real francesa.
Retirado o manto, ficou à vista o esqueleto do Rei, que estava completo e coberto pela pele ressequida. Tinha vestido um colete de lã branca muito macia, sobre a túnica.
A cabeça repousava numa almofada e estava inclinada como quem dorme sobre o lado esquerdo, posição que o corpo acompanhava ligeiramente. O braço direito dobrado sobre o peito e o esquerdo descaído ao longo do corpo. Apenas os ossos dos pés estavam separados uns dos outros. Nos maxilares a pele estava um pouco separada e apresentava uma longa barba ruiva. Na cabeça a pele não se apresentava solta do crânio e tinha tufos de cabelos ruivos. O Rei tinha 64 anos quando faleceu, o que para a época era uma idade avançada. Apesar da idade, conservava todos os dentes.
Perante os restos mortais do Rei, os pintores dos seus retratos não se podiam ter enganado mais. Foi uma surpresa a verificação que era ruivo, o que se deve ao facto de ter antecedentes germânicos.
Afirma-se que soldados franceses terão tentado profanar o túmulo pensando que o Rei teria sido sepultado com esporas de ouro. De facto alguém partiu o túmulo no sítio dos pés , e terão introduzido um objecto que puxasse as esporas. Não garanto que tivesse sido assim, mas o facto de os ossos dos pés estarem espalhados pode ter essa explicação.
Não há sinais de ter sido aberto o túmulo antes de 1938, nem notícia de ter sido aberto depois.
Posteriormente foi levado para o segundo absidíolo esquerdo, por decisão dos técnicos das obras, decisão que não foi aprovada pelo presidente do Conselho, que ordenou a sua remoção para dentro da Igreja, por saber que essa era a vontade do Monarca. Foi então colocado onde hoje se encontra – na capela do lado do Evangelho.
Para que conste que o Rei D. Dinis está sepultado no seu túmulo, depositado na Igreja do Mosteiro Cisterciense feminino de São Dinis e São Bernardo em Odivelas, o que tenho vindo a afirmar continuadamente desde 1980.
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«Por Terras de D. Dinis», crónica de Maria Máxima Vaz

domingo, 17 de julho de 2016 | By: Albicastelhano

Rica Câmara








Este texto é da Câmara Municipal de Beja referente há sua torre de menagem:

 "Reabre na próxima terça-feira, dia 19 de julho, pelas 10h00, o acesso à torre de menagem do Castelo de Beja. A cerimónia contará com a presença da Diretora Regional de Cultura do Alentejo, Dra. Ana Paula Amendoeira.
É com sentido do dever cumprido, que o Executivo Municipal informa que o Castelo de Beja voltar a estar em condições de ser visitado e desfrutado por todos os bejenses e visitantes da nossa cidade, como verdadeiro “mirante do Alentejo” como lhe chamou Manuel da Fonseca.
A reabilitação da torre de menagem do Castelo de Beja, a mais alta da Europa, cujo custo ascende a cerca de 500 mil euros, representa um passo emblemático no conjunto de obras em curso neste monumento.
Recorde-se que no início deste mandato, a torre de menagem encontrava-se interdita a visitas por motivos de segurança. Por outro lado, o estado de degradação da cobertura da torre de menagem e das escadas de acesso não conferiam as necessárias condições de segurança aos visitantes, decidindo-se avançar de imediato com a intervenção que agora se conclui.
No dia 13 de Novembro de 2014, ruiu parte de um varandim da torre de menagem. Nesse mesmo dia, em reunião de emergência no local, o executivo, pela voz do seu Presidente, assegurou que tudo faria, “para no mais breve curto espaço de tempo, reparar os danos e devolver ao país e à cidade a integridade do monumental Castelo de Beja”.
Definidas as metodologias de intervenção, contando para isso com o apoio técnico dos serviços da autarquia e da Direção Regional de Cultura do Alentejo, o Município avançou para a recuperação do monumento e vem agora convidar todos para a reabertura deste grandioso monumento, desafiando os convidados a subir os seus 183 degraus desta imponente torre com 40 metros de altura."

Não era possível aos do poleiro para dignificar a nossa história e a nossa herança  proporcionarem de uma vez por todas escavações arqueológicas que mostrem realmente onde se encontra a nossa torre de menagem.
E das duas uma ou reconstruí-la já que andaram a reconstruir as muralhas ou protegerem-na quer seja em plástico resistente ou outro material